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22 de novembro de 2012

Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas, de Raphael Draccon

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer... Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo.

Bom, primeiro vamos falar da única coisa que eu não gostei do livro, a sinopse. Ela tem a ver com o livro, mas sabe quando o livro é muito mais que isso? Então; se você não se sentiu atraído pelo livro pela sinopse, leia mesmo assim, vale MUITO a pena.

O livro nos apresenta Ariane Narin, a nossa tão conhecida Chapeuzinho Vermelho dos contos infantis e sua história que todos nós já conhecemos de cór, só que com n mais detalhes e complementos da história original.

Também somos apresentados aos irmãos João e Maria Hanson, aqueles mesmos dois irmãos que foram atraídos por uma casa cheia de doces, na floresta, lembram? E a história dos dois também é contada com mais detalhes e complementos da obra original.

Eu adorei a parte que o autor conta a história da Ariane e do João e Maria, porque ele vai narrando  os fatos que você conhece, e ele vai acrescentando coisas que vão fazendo sentido! Ele detalha por exemplo porque a avó da chapeuzinho morava sozinha na floresta, e porque a casa que os irmãos João e Maria encontraram era cheia de doces. É muito fascinante conhecer essa versão dos contos.

E como não falar do Rei Primo Branford, o grande Rei de Arzallum, o plebeu que subiu ao trono e foi considerado o maior Rei que o reino já conheceu, o que liderou a caçada às bruxas no passado. Todos gostam, e admiram o Rei.

Tudo parecia tranquilo no reino de Primo, a paz finalmente havia se restabelecido com a extinção da bruxas. Até que um navio de um pirata sanguinário chega à cidade trazendo destruição e guerra. O que aqueles piratas queriam? Tesouro? Poder? Ou algo, ou alguém que todos pensavam estar morta?

Ariane, João e Maria Hanson e o príncipe Axel, segundo filho do Rei Primo, são chaves importantes nessa batalha, que mudará o mundo

A escrita do Raphael é leve, embora seja um livro de uma época medieval, a narrativa é contemporânea, com uma metalinguagem absurdamente sensacional, ao mesmo tempo que o narrador conta a história, ele interage com o leitor, e isso é espetacular.

Sem deixar o livro se perder em nenhum momento, Raphael Draccon responde a todos os pequenos detalhes que parecem não fazer sentido no começo, e com certeza é um livro que eu recomendo, e já estou contando os segundos para ler os títulos seguintes da trilogia, Corações de Neve e Círculos de Chuva.

Realmente, "Raphael Draccon escreve muito, muito bem" - André Vianco.




Box com os três volumes:

3 comentários:

  1. Essa onda nova que está fazendo sucesso de recontar os contos de fadas é maravilhosa! Adoro livros que pegam essa temática, então imagino que Dragões de Éter também tenha a sua mágica. Vou procurar saber mais a respeito!

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    1. Dragões de Éter foi lançado em 2007.

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  2. Finalmente terminei de ler e resenhar Caçadores de Bruxas. Você estava certo, Gus! O livro é absolutamente encantador e os personagens são muito bem criados e cativantes (ok, a Ariane só cativou minha raiva, mas tudo bem). É aquele tipo de livro que você quer obrigar todo mundo a ler só pra poder comentar a respeito do enredo, personagens e todo o resto.
    Acho que você, na sua resenha, considerou só o conteúdo mesmo. E nesse ponto, o livro merece as 5 estrelinhas (talheres?). Eu só não dei 5 pra ele na minha resenha porque acabei tendo que considerar uma coisa que me incomodou bastante: a revisão. Não sei se você chegou a reparar nisso enquanto lia, mas eles deixaram passar umas coisas que uma leitura mais atenta não deixaria. É uma pena ver um livro tão bom e tão especial ser um pouco prejudicado por uma falta de cuidado da revisão, mas isso com certeza não torna Caçadores de Bruxas algo menos especial.
    Enfim, gostei da sua resenha, seu lindo. Concordo e muito com o que você disse. Qual o seu personagem favorito da história?

    http://chadeprosa.com

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